Perfecionismo mata ideias

Jan 23, 2025Por Tiago Gomes
Tiago Gomes

Acho que finalmente consigo dizer que a minha empresa está a crescer. Já começa a ser um projeto mais coeso e, acima de tudo, já começa a ter os processos todos alinhados. Parece que aconteceu em pouco tempo, mas a verdade é que já são muitos anos dedicados a isto, sempre a procurar evoluir diariamente, desafio atrás de desafio. Na prática, o que mudou foi a quantidade do meu tempo dedicada às coisas que maior retorno me trazem em deterimento de outras coisas de menor valor acrescentado. 

A app está em updates, teoricamente sairá nos próximos dias um update fundamental para a análise de dados mais precisa e correta de tudo. Este update coloca a app no lugar de mercado onde merece estar. Não sendo esse o "core" do meu trabalho, mas a verdade é que "evitei" vender a app a novos clientes por não achar que ela estava suficientemente boa para o fazer. Claro, acabei por perceber que isso é um erro fulcral!

Vender um mau produto é algo horrível para qualquer negócio, isto porque um mau produto leva as pessoas a ficarem com uma má impressão/review e, ao que parece, uma má experiência de utilização é partilhada com 4x mais pessoas do que uma boa experiência, o que eleva a importância de querermos ser os melhores no serviço que prestamos. O ponto aqui é o seguinte: o produto aqui é muito bom, só tem pequenos erros corrigíveis e que têm de ser trabalhados.

Isto é comparável aquele fenómeno de querermos colocar uma foto nas redes sociais, mas depois de olharmos para ela muitas vezes parece que deixamos de gostar dela da mesma maneira: começamos a pensar mais a naquilo que nao gostamos nela e menos naquilo que gostamos. Eu acredito que devemos ser críticos no nosso trabalho (talvez os mais críticos, até) mas é importante reconhecer que não existe nenhum produto realmente perfeito e que vai sempre existir margem para progressão.

Eu comecei a ter esta noção quando comecei a tentar olhar para as outras apps que utilizo diariamente como olho para a minha:  aquilo que concluí é que todas têm coisas que não parecem fazer sentido, e eu como utilizador acabo por adaptar a minha utilização desses softwares, muitas vezes de forma inconsciente, para obter a melhor experiência possível! E, note-se, apps com orçamentos de 100x (ou mais) superiores ao meu, por isso acho que não estamos assim tão mal. 

Esta semana é a correr, mais updates da minha vida/jornada como empreendedor que quer ficar menos gordinho e crescer a sua empresa, então vejam o meu novo episódio do The Fitpreneur Project!